Dúvidas Frequentes
Implantes Dentários
A especialidade responsável por recuperar os espaços de dentes perdidos através da inserção cirúrgica de implantes dentários é denominada implantodontia.Estes implantes são parafusos de titânio que substituem as raízes dentárias funcionando como pilares que suportam a coroa protética colocada normalmente de 4 a 6 meses após a cirurgia. O dentista mais apto a realizar este procedimento é o especialista que concluiu a pós-graduação em implantodontia .
Aparelhos Dentários
Diagnosticar e tratar problemas bucais relacionados ao mau posicionamento dos dentes e dos ossos é responsabilidade do ortodontista que pode utilizar diversos tipos de aparelhos dentários, técnicas e acessórios afins. O ideal para o sucesso do seu tratamento é que o dentista já tenha adquirido experiência e findado uma especialização em ortodontia e ortopedia facial .
Clareamento Dentário
O clareamento dentário pode ser realizado pelo dentista clínico geral ou mais especificamente por um especialista em dentística ou estética oral. O importante neste caso é seguir corretamente as instruções do seu dentista e ,no caso do clareamento a laser, certificar-se que o aparelho utilizado possui realmente tecnologia suficiente para reduzir o tempo de exposição do dente ao ácido clareador e ao laser, pois dependendo do equipamento seu clareamento pode ser mais demorado e mais doloroso.
Tratamento de Gengiva
A especialidade que cuida dos tecidos e estruturas que dão sustentação aos dentes é chamada de periodontia. Dentre estas estruturas estão a gengiva, o ligamento periodontal que une a raiz do dente ao osso e o próprio osso alveolar.As cirurgias periodontais costumam ser muito delicadas, por isto procure um periodontista especialista para um melhor resultado no seu tratamento.
Cirurgia Odontológica
O cirurgião dentista está apto a realizar várias cirurgias que variam de acordo com a sua complexidade, indicação e técnica. As cirurgias ditas “menores” são realizadas no próprio consultório com anestesia local. Já as “maiores” ,que em alguns casos são denominadas ortognáticas,precisam de ambiente hospitalar e anestesia geral. Para estas últimas é imprescindível a presença de um especialista em cirurgia bucomaxilofacial.
Tratamento do Ronco
Quem ronca durante o sono pode estar sofrendo de apnéia obstrutiva que consiste na obstrução da passagem de ar durante a respiração noturna. Muitas pessoas nem sabem que possuem este distúrbio e, por não estarem informadas, chegam a sofrer durante anos os sintomas que prejudicam consideravelmente sua qualidade de vida. O tratamento deve ser acompanhado por um dentista qualificado com conhecimentos em medicina do sono, disfunções temporomandibulares, oclusão dentária e estruturas associadas. Normalmente utiliza-se um aparelho dentário que posiciona a mandíbula para frente aumentando a passagem do ar, e ainda impede a abertura da boca com o conseqüente relaxamento dos músculos da mastigação, evitando a parada respiratória (Apnéia).
Problemas na Articulação
Os problemas que acometem a articulação dos maxilares são denominados de disfunções temporomandibulares e podem ter como consequência dores de cabeça ou pescoço, ruídos articulares (estalos), zumbidos ou plenitude no ouvido, limitação de abertura bucal, desgaste nos dentes e dificuldades na mastigação. De etiologia ainda não definida, acredita-se que o stress seja o principal desencadeante, além de hábitos deletéricos de bruxismo, trauma na região da cabeça e pescoço, má-postura e má-oclusão. O profissional mais apto a tratar estes problemas é o especialista em DOR OROFACIAL.
Protése Dentária
A prótese dentária (ou prótese dental) é o artefato que se propõe a substituir a função original dos dentes perdidos ou ausentes. A perda de dentes pode ser provocada pela cárie, doenças das gengivas e por traumatismos (as doenças das gengivas são a principal causa).Quando faltam dentes, os que estão ao lado e os oponentes tendem a mover-se para o espaço livre provocando todo o tipo de desequilíbrios nas arcadas dentárias. Para restaurar as funções: mastigatória, estética e fonética, e minimizar os efeitos acima referidos, fazem-se as próteses dentárias. O profissional mais apto a atender esta necessidade é o protesista que nada mais é que um especialista em prótese dentária.
Dentística e Estética
Os profissionais desta especialidade tratam de clareamentos dos dentes, uso de resinas diretas, peeling gengival, facetas e restaurações estéticas.O seu principal foco é a estética, ainda que a restauração de dentes também seja uma medida importante para a saúde individual, já que a permanência de cáries pode causar problemas a vários níveis, além de criar problemas na mastigação dos alimentos.
Tratamento de Canal
A especialidade da odontologia responsável pelo estudo da polpa dentária, de todo o sistema de canais radiculares e dos tecidos periapicais, bem como das doenças que os afligem, é denominada ENDODONTIA. Em casos de alterações por cárie, fraturas dentárias, trauma dentário, lesões endo-periodontais, necessidades protéticas e outras patologias endodônticas, o tratamento endodôntico (ou o tratamento de canal) está indicado, visando a manutenção do dente na cavidade bucal, e a saúde dos tecidos periapicais. Procure um endodontista para um melhor resultado no seu tratamento.
Tratamento na 3 Idade
A especialidade que cuida da saúde bucal de idosos, prevenindo e tratando os problemas comuns a essa faixa etária é chamada de ODONTOGERIATRIA e trata-se de uma nova especialidade odontológica. O dentista odongeriatra está mais apto a tratar um idoso principalmente por conhecer as mudanças específicas que ocorrem em sua arcada e todas as complicações sistêmicas que podem influenciar, além de estar mais preparado para medicá-lo com mais segurança.
Pacientes Especiais
É considerado “paciente especial” e/ou “portador de necessidades especiais ” toda e qualquer pessoa que apresente uma ou mais limitações físicas, mentais, emocionais ou médicas que a impeça de ser submetida a uma situação odontológica convencional. Encontram-se nesse rol de Pacientes Especiais: pacientes com distúrbios neuromusculares e neurológicos com déficit intelectual; pacientes com alteração sindrômica; pacientes que apresentam cardiopatias severas; pacientes que foram submetidos a transplantes (de ordem geral); pacientes com doenças imunosupressoras; pacientes psiquiátricos; pacientes com discrasias sanguíneas severas; pacientes que estão sendo submetidos a radioterapia/quimioterapia; pacientes com distúrbios de comunicação; pacientes dependentes de drogas alucinógenas; pacientes com distúrbio auditivos e visuais severos.Para este tipo de atendimento é muito importante que a clínica possua estrutura adequada e que o profissional tenha uma formação específica para vencer o grau de complexidade deste atendimento tão peculiar.
Radiologia Odontológica
A especialidade responsável por ajudar no diagnóstico clínico por meio de imagens é a radiologia odontológica.Entre os exames mais solicitados estão as radiografias tradicionais ( periapicais, panorâmicas e oclusais) ,as tomografias e as documentações ortodônticas que são compostas também por fotos intra e extra-orais, pelos modelos ortodônticos e pelas teleradiografias( radiografias do perfil). Um consultório odontológico normalmente esta estruturado apenas para realizar radiografias periapicais ( rx exclusivamente do dente e suas regiões periféricas).Para qualquer exame mais completo e detalhado o certo é procurar uma clínica radiológica.Exija o uso do avental de chumbo ao ser radiografado(a) e informe seu dentista caso haja suspeita de gravidez.
Cistos bucais
O cisto é uma cavidade patológica revestida de epitélio que pode conter flúidos ou restos celulares. Classificam-se em cistos odontogênicos e não-odontogênicos.
Os cistos odontogênicos dividem-se em: de desenvolvimento e inflamatórios.
De desenvolvimento:
Cisto dentigero: é o mais comum cisto de desenvolvimento e envolve a coroa de um dente incluso e está unido ao dente pela divisão da coroa com a raiz. Pode haver hipoplasia do esmalte do dente envolvido. É assintomático e descoberto por exame radiográfico quando do atraso de erupção de algum dente. Em alguns casos pode reabsorver a raiz do dente vizinho. O tratamento é a remoção cuidadosa do cisto para erupção do dente ou a sua remoção.
Queratocisto odontogênico: em sua maioria são assintomáticos e descobertos em radiografias. Quando grandes podem provocar dor e inchaço ou não. Eles crescem por dentro do osso sem causar expansão óssea. Os cistos devem ser removidos e o osso curetado. Alguns cirurgiões preconizam a cauterização da região após a remoção devido à alta taxa de recidiva.
Cisto alveolar do recém-nascido: São pequenos cistos superficiais contendo queratina, encontrados na mucosa alveolar de recém-nascidos. Desaparecem espontaneamente após rompimento.
Inflamatórios:
Cisto periapical: é o cisto mais comum da cavidade oral. Desenvolve-se em resposta à morte e necrose pulpar. Forma um granuloma na ponta do dente (periápice). O granuloma forma-se a partir da luta das células de defesa do organismo (os macrófagos e os linfócitos T principalmente), contra os micro-organismos. Serve para impedir a disseminação da doença. A partir do granuloma há proliferação epitelial formando o revestimento. Então está formado o cisto periapical.
Normalmente são assintomáticos, isto é, não há relato de dor. Podem ser descobertos pela radiografia, aparecendo como uma bolinha na ponta da raiz do dente. Pode ser feito o tratamento de canal com remoção cirúrgica do cisto ou remoção do dente envolvido com curetagem do osso.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o diagnóstico e tratamento dos cistos bucais são a Endodontia e a Cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial.
Apnéia do sono
Também conhecida como síndrome da apnéia obstrutiva do sono, é caracterizada pela ocorrência de paradas repetidas da respiração durante o sono, normalmente associado ao ronco. Pode ocorrer com freqüência e duração variáveis, mas para se caracterizar apnéia, a freqüência deve ser superior a 5 episódios por hora e a duração da parada da respiração deve ser de, no mínimo, 10segundos.
A diminuição na largura das vias aéreas superiores durante o sono, restringe a passagem de ar. O estreitamento pode ser severo causando o colapso (fechamento) das paredes das vias aéreas. A síndrome da apnéia do sono acomete mais os homens que as mulheres, principalmente quando estão acima do peso.
O paciente que sofre de apnéia do sono pode apresentar: sonolência excessiva durante o dia; roncos; refluxo; acordar muitas vezes durante a noite (para ir ao banheiro ou não); sensação de cansaço ao despertar; perda de memória e dificuldade de concentração; arritmia cardíaca, taquicardia, hipertensão entre outras doenças do coração; sudorese noturna; dor de cabeça; depressão e irritabilidade.
Os pacientes com síndrome da apnéia obstrutiva do sono podem adotar certas medidas para melhorar sua condição: perder peso, evitar álcool, evitar dormir de barriga para cima, evitar refeições pesadas antes de dormir, evitar consumo de bebidas que contenham cafeína, no mínimo quatro horas antes de dormir, evitar fumar e evitar privação de sono. Esses pacientes devem procurar manter uma rotina no horário de dormir e acordar, levantar a cabeceira da cama ou dormir levemente sentado (ajuda a desobstruir as vias aéreas), procurar o dentista e o médico otorrinolaringologista.
Alguns aparelhos podem ser usados para melhorar a condição respiratória durante o sono, como a prótese ventilatória (CPAP), uma máscara nasal que aplica uma pressão contínua de ar mantendo permeável a via aérea superior, impedindo seu estreitamento principalmente na fase inspiratória.
Existem também aparelhos em resina acrílica, confeccionados pelo dentista, indicados para os casos de apnéia leve e moderada. O aparelho é usado para dormir e por meio do reposicionamento da mandíbula, mantém as aéreas desobstruídas.
Existem, ainda, para os casos mais graves, técnicas cirúrgicas, mas por serem muito invasivas, com poucos benefícios comprovados e com grandes chances de recidiva, são questionáveis. Essas cirurgias devem ser muito bem indicadas e o paciente deve discutir bem com o médico seu custo-beneficio. Procure o otorrinolaringologista em conjunto com uma assistência odontológica.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o diagnóstico e tratamento da apnéia do sono são a Ortodontia e a Ortopedia facial, e em alguns casos mais severos, a Cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial.
Recessão gengival
É o deslocamento da gengiva em sentido contrário à coroa dentária gerando a exposição de parte da superfície da raiz. A recessão gengival pode ter varias causas: falhas ou reabsorções na anatomia do osso que sustenta a gengiva e os dentes; inserções dos freios e bridas muito próximos aos dentes, puxando a gengiva, causando a retração; força em excesso na escovação que pode traumatizar os tecidos (a técnica inadequada e freqüência exagerada também podem culminar numa recessão gengival); doença periodontal pelos agentes irritantes da gengiva e destruição dos tecidos moles e ósseos; posição dentária muito para fora do arco com tábua óssea muito fina; cáries muito próximas da gengiva que acabam acumulando bactérias e irritando a gengiva (que para se defender acaba retraindo); prótese dentária mal adaptada que acumula placa e dificulta higienização; grampos de prótese removíveis mal adaptados que traumatizam a gengiva; movimentação ortodôntica inadequada onde não há osso suficiente;trauma oclusal, e por fim, o uso de tabaco que predispõe à maior perda óssea e conseqüentemente a recessão gengival.
A recessão gengival pode causar sensibilidade nos dentes e ter um efeito antiestético pois dá impressão de dentes maiores, além de expor o dente a doenças e a perda progressiva de suporte.
Para paralisar o processo é muito importante identificar o fator etiológico e eliminá-lo. Removendo-se a causa podemos manter a gengiva que ainda resta, pois ela não irá se regenerar. Entretanto, existem hoje técnicas de enxerto que visam ganho de inserção clínica e de tecido gengival, diminuição da sensibilidade e melhora na estética.
Para evitar a recessão gengival escove regularmente seus dentes. Procure aprender a técnica correta e não ponha muita força na escovação. Uma dica é segurar a escova mais na ponta. Use sempre escova macia. Guarde as escovas duras para limpeza de próteses, se necessário. Corrija o alinhamento dos seus dentes com um profissional confiável. Procure um dentista para avaliação de restaurações e próteses e faça limpeza profissional de acordo com a recomendação do seu dentista.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da recessão gengival é aperiodontia.
Respiração bucal
A respiração normal se faz pelo nariz, que é mais saudável, pois ao passar pela via nasal o ar é umedecido, aquecido e filtrado. Porém algumas alterações podem fazer com que a respiração não seja feita pela via normal, mas sim, pela boca. As complicações mais comuns são a hipertrofia das adenóides, de amígdalas ou de cornetos, o desvio de septo, as alergias, rinite, sinusite e bronquite. A respiração pode ser realizada pelo nariz e boca, concomitantemente, sendo chamada respiração mista; ou somente pela boca.
A respiração bucal pode acarretar vários problemas ao organismo, principalmente para crianças em fase de crescimento.Tais como: hipofunção dos músculos da face(os músculos ficam flácidos, a boca fica aberta,o lábio superior curto,as olheiras bem marcadas), mau desenvolvimento dos ossos da face ,aprofundamento e estreitamento do palato(céu da boca), estreitamento maxilar, alterações da oclusão dentária, alteração da fala, nariz pequeno e fino com narinas pouco desenvolvidas e aparência cansada. Alterações posturais da cabeça e coluna também podem acontecer.
As crianças com respiração bucal podem até brincar pouco porque o esforço físico pode cansá-las com facilidade. Normalmente, apresentam baixo peso, pouco apetite(porque não conseguem mastigar e respirar ao mesmo tempo) e diminuição do olfato e da acuidade auditiva. Podem apresentar também baixo rendimento escolar (devido à dificuldade de atenção e concentração), irritabilidade, ronco e sono agitado.
O tratamento da respiração bucal deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. O otorrinolaringologista e alergista vão remover as causas do problema. O dentista irá estimular o crescimento normal dos ossos da face, restabelecer a oclusão e dar ao paciente condições de continuar seu crescimento normal. O fonoaudiólogo e o fisioterapeuta vão reeducar a criança para respirar pelo nariz e para manter a boca fechada, além de ensiná-la a reaprender a postura corporal, lingual e a pronúncia de alguns fonemas. É um trabalho de fundamental importância para extinguir o problema, pois se a causa for removida, os dentes alinhados e o hábito não for corrigido, o trabalho será em vão. Entretanto, o trabalho maior é feito pelo comprometimento e envolvimento dos pais e da criança e, quando isso ocorre, os resultados são excelentes.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o diagnóstico e tratamento da respiração bucal são a Ortodontia,e a Ortopedia facial.
Dentes Sisos
Os sisos são os últimos dentes a se desenvolverem e normalmente ocorre a formação de quatro, um em cada canto da boca que geralmente erupcionam entre os 16 e 25 anos de idade. Em alguns casos menos freqüentes pode haver a formação de menos de quatro sisos ou de nenhum (agenesia). Outras pessoas podem possuir mais dentes além dos terceiros molares (supranumerários). É comum o siso não erupcionar por falta de espaço ou devido a uma inclinação inadequada tornando-o impactado em ambos os casos. Isso ocorre freqüentemente visto que esse é o último dente a erupcionar e geralmente não há espaço para ele.
Quando o siso fica impactado pode causar o deslocamento de outros dentes e o desenvolvimento de cárie, principalmente na parte de trás do segundo molar. As cáries podem se tornar grandes e muito difíceis de serem visualizadas, devido à sua posição, causando grande destruição do dente. Além disso, a impactação do siso pode causar reabsorções de dentes vizinhos, dor e possíveis lesões císticas. Se o dente erupcionar parcialmente, ele pode gerar uma infecção chamada pericoronarite. A pericoronarite é a infecção dos tecidos moles que rodeiam um dente parcialmente irrompido, um quadro que gera muita dor para o paciente, além de inchaço e irritação local. Ocorre pela dificuldade de higienização, e consequente acúmulo de placa bacteriana e restos de alimentos que se juntam entre a gengiva e o dente parcialmente inrrompido, onde a escova não alcança, formando colônias de bactérias e a infecção. A infecção pode causar dor intensa refletida para a cabeça e ouvido, trismo (dificuldade de abrir a boca), dificuldade para engolir, inchaço da face, secreção purulenta, mau hálito, febre e mal-estar. Normalmente o dentista fará uma antibioticoterapia e limpeza com enxaguatórios antissépticos, acompanhando o processo até que a infecção ceda. Depois é feita a remoção do siso envolvido.
Normalmente os dentes do siso são extraídos por não encontrarem espaço na arcada e causarem grandes inconvenientes. Caso os dentes não tenham irrompido por volta dos 18 anos, procure seu dentista. Por meio do exame clínico e radiográfico ele poderá diagnosticar a necessidade de remoção cirúrgica dos dentes ou não.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o diagnóstico e tratamento de dentes sisos não irrompidos ou com problemas são a Ortodontia, a Ortopedia facial e a cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial.
Dentes supranumerários
A dentição decídua (dentes de leite) é composta por 20 dentes e a dentição permanente por 32. Quando algum dente a mais é formado é chamado supranumerário ou extranumerário. Pode ser um único ou vários dentes a mais.
O dente pode estar presente na cavidade bucal sendo diagnosticado ao exame clínico ou pode estar retido no osso sendo detectado por meio de radiografia e, caso não seja detectado a tempo, alguns problemas podem ocorrer, principalmente maloclusões e, em alguns casos, reabsorções (destruições) nas raízes ou impedimento na erupção de dentes próximos. Além disso, alguns estudos mostram que a permanência de dentes dentro do osso pode acarretar o desenvolvimento de cistos e o enfraquecimento das estruturas ósseas ficando mais predispostas à fratura caso haja um trauma.
O tratamento consiste na remoção cirúrgica, denominada exodontia.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o diagnóstico e tratamento de dentes supranumerários são a Ortodontia, a Ortopedia facial e a cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial.
Câncer de boca
O câncer de boca é o tumor maligno que pode acometer os lábios (mais freqüentemente o lábio inferior) e a cavidade oral: mucosa, gengivas, palato duro, língua e assoalho da boca.
É mais prevalente nos homens e pessoas com idade superior a 40 anos, que fazem uso do tabaco principalmente associado ao abuso do álcool. Excesso de exposição ao sol sem proteção pode causar câncer no lábio, além do câncer de pele. O uso de tabaco de qualquer tipo é fator de risco para desenvolver câncer bucal, a quantidade e o tempo estão relacionados à prevalência da doença. O uso de álcool potencializa o problema.
As lesões normalmente se apresentam como feridas na boca que não cicatrizam. Podem ser ulcerações indolores que podem sangrar ou não; manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios, língua ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, perda de sensibilidade em alguma região da boca, além de emagrecimento acentuado, e presença de caroços no pescoço são sinais de câncer de boca em estágio avançado, sendo que a dor pode ocorrer embora seja menos comum.
Como a lesão costuma não doer, muitas pessoas procuram atendimento quando a doença já está muito avançada. Por isso é muito importante fazer o autoexame com muita atenção e procurar o dentista regularmente, principalmente se você possui alguns dos fatores de risco. Se o câncer é descoberto em uma fase mais precoce, as chances de tratamento com sucesso são muito maiores. Nesse estágio são normalmente tratados com cirurgia ou radioterapia, com uma boa chance de cura. Quando o câncer já está avançado a cirurgia é mais complicada e pode ser mais mutilante pela quantidade de tecidos envolvidos.
A recuperação dos tratamentos do câncer de boca também pode incluir a reabilitação para recuperar a habilidade de falar e de comer, como também uma cirurgia estética se uma cirurgia mais extensa foi feita.
Evite fumar. O tabaco possui inúmeras substâncias cancerígenas. Evite abusar do álcool pois, além de potencializar o problema, provoca a queda do sistema imunológico. Se for se expor ao sol, use protetor solar e boné. Se trabalhar sob o sol deve usar chapéu, filtro solar e certificar-se de que os lábios estão protegidos da exposição direta. O paciente diagnosticado com câncer deve parar de fumar imediatamente.
O diagnóstico deve ser feito por meio de uma biópsia. O tratamento vai depender do estágio da doença e se ela já afetou outros órgãos à distância. Poderá ser a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação deles. A cirurgia remove a lesão cancerosa e um pouco do tecido sadio ao redor, chamada margem de segurança. Pode ser necessária remoção dos linfonodos locais, evitando que a doença se espalhe. A radioterapia usa um feixe de radiação ionizante para destruir as células cancerosas e é o tratamento primário para alguns tumores pequenos podendo ser usado na intenção de diminuir a lesão para causar menores danos aos tecidos após a cirurgia.
Também pode ser usada depois da cirurgia para se ter certeza que todas as células do câncer foram destruídas. A radioterapia pode também causar danos aos tecidos sadios, como as glândulas salivares, por exemplo, além de outros efeitos colaterais. A quimioterapia usa medicamentos para controlar as células malignas e pode ajudar a diminuir o tumor antes de cirurgia. As drogas também afetam as células sadias, embora em proporção bem menor, e por isso, também possuem efeitos colaterais.
Mesmo que o paciente seja curado, deve-se fazer sempre um acompanhamento para evitar ou detectar precocemente o desenvolvimento de uma nova lesão.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o diagnóstico do câncer bucal é aPatologia.
Herpes simples
É uma doença infecciosa altamente contagiosa e recorrente, causada por dois vírus: herpes simplex vírus 1 (HSV-1) e herpes simplex vírus 2 (HSV-2). O contágio ocorre por contato direto com o portador da lesão ativa. Geralmente a lesão apresenta-se como múltiplas bolhas pequenas e juntinhas. Geralmente o herpes simples do tipo1 ataca as células labiais e ao redor da boca e o tipo 2 ataca preferencialmente as células genitais, embora ambos possam ocorrer nos 2 locais. A lesão primária ocorre geralmente em crianças e é acompanhada de um quadro semelhante a uma gripe com mal-estar e febre. A doença pode ainda ficar assintomática. Cerca de 90% da população já teve contato com o vírus.
O vírus é reativado por fatores como exposição ao sol, período menstrual, traumatismo, estresse, uso de determinados medicamentos ou situações de redução da resistência física e imunológica. A recorrência ocorre em tempo variado,a doença não tem cura, mas o espaço entre as lesões pode ser bastante aumentado com alguns cuidados e medicação antiviral na forma de pomada ou comprimido.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o diagnóstico e tratamento da Herpes é a Patologia.
Aftas
É uma ulceração, isto é, rompimento da camada epitelial da mucosa oral, com exposição das terminações nervosas, e consequente reação inflamatória e resposta dolorosa. A afta é comum e recorrente e não é transmissível. Pode aparecer em grupos ou isoladas. Geralmente a afta se inicia com um pequeno trauma local, como uma mordida no lábio, irritação por instalação de aparelhos ortodônticos, ou mesmo, um esbarrão da escova. Pode ser potencializada por alimentos ácidos, estresse e variações hormonais, além de ser associada a alguma deficiência do sistema imunológico, predisposição genética, doenças sistêmicas, doença auto-imune, medicamentos etc.
Cura-se a afta normalmente em 1 ou 2 semanas sem necessitar tratamento algum; entretanto, existem pomadas próprias para aderir à mucosa oral com efeito antiinflamatório e analgésico. A “laser” terapia pode ser utilizada, pois diminui a inflamação e a sensação dolorosa.
Manter a higiene é importante para evitar infecção secundária e maiores complicações. Evite o consumo de alimentos ácidos, salgados e picantes; procure um dentista se as aftas aparecerem muito freqüentemente, se forem grandes (mais ou menos 1cm), se elas sangrarem ou se a dor for muito intensa. Alimentos ricos em vitamina C e B têm um efeito positivo no tratamento e prevenção das aftas.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da afta é a Patologia.
Anquilose dentária
Os dentes são unidos ao osso por meio de fibras denominadas ligamento periodontal. Quando o dente se torna unido diretamente ao osso sem a interposição das fibras, chama-se anquilose. Os dentes “de leite” (decíduos) são muito mais afetados que os dentes permanentes. Nos casos de dentição decídua os dentes apresentam-se em infraoclusão, ou seja, o dente parece mais curto, ficando aquém do plano oclusal (linha horizontal imaginária que acompanha o nível das “plataformas” dos dentes). O dente permanece em sua posição, podendo não “cair” quando for a época e até mesmo apresentar dificuldades para remoção cirúrgica. Traumas, reimplante dentário, forças mastigatórias anormais e tratamento endodôntico são algumas teorias para as causas do problema. A anquilose deve ser diagnosticada e tratada, pois pode acarretar maloclusões. Pode ocorrer inclinação ou extrusão dos dentes vizinhos; perda de espaço; atraso na troca do dente de leite pelo permanente; dificuldade de higienizaçâo (porque a escova não alcança o dente em infraoclusão)dentre outras.E muitas vezes a anquilose do dente decíduo está relacionada à não formação do dente permanente (agenesia).
Quando um dente permanente é acometido da doença o tratamento deve ser o mais conservador possível, visando manter o dente íntegro e funcional em sua posição. Nos casos de dentes decíduos, é feito o acompanhamento radiográfico e na época de sua esfoliação o dente deverá ser removido. Os dentes anquilosados também poderão ser removidos se os dentes vizinhos estiverem inclinandos ou estrondos, lembrando que, se o dente é removido antes da sua época de esfoliação, deverá ser mantido o espaço. Em alguns casos para restabelecer a oclusão o dente poderá receber uma coroa total ou restauração em resina.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento das anquiloses são a Cirurgia e Traumatologia buco-maxilo-facial,a Odontopediatria e a Ortodontia.
Fendas labiais e palatinas
A fenda labial também conhecida como lábio leporino ocorre com certa freqüência e é uma malformação congênita que consiste na divisão do lábio superior em duas ou três partes. Resulta da falta de fusão dos processos formadores do lábio e do palato que se inicia por volta da sexta e sétima semanas de gravidez e se completa por volta de 10 semanas. A fenda labial impede que a criança feche os lábios em torno do mamilo, dificultando a amamentação e interferindo tanto na alimentação como na fala,podendo ainda gerar problemas de audição e respiração,além dos problemas psicossociais.
As fendas labiais e palatinas geralmente ocorrem concomitantemente. Embora ninguém saiba ao certo o porquê dessa deficiência, ela possui uma certa tendência a ser hereditária. Desnutrição, fumo, álcool e algumas drogas parecem estar envolvidos como possíveis causas ambientais para o problema.
A fenda labial e palatina pode ser diagnosticada precocemente pelo exame de ultrassonografia, durante o acompanhamento pré-natal, por volta de 14 semanas de gestação. É importante que se faça esse diagnóstico, pois a fenda labial e palatina pode estar associada a alguma síndrome, devendo-se então procurar por outros problemas mais graves como defeitos cardíacos, por exemplo.
Deve-se tratar o problema com uma equipe multidisciplinar, incluindo um cirurgião plástico, pediatra, cirurgião bucomaxilo-facial, otorrinolaringologista (especialista em orelha, nariz e pescoço), ortodontista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e assistente social. A cirurgia para a fenda labial será realizada por volta dos três meses de vida. A cicatriz tende a ficar discreta ou mesmo desaparecer com o tempo. Já a cirurgia para fenda palatina deve ser realizada mais tarde para que os ossos possam crescer. Poderá ser usado um aparelho que separa a boca do nariz temporariamente, até a época de realizar a cirurgia. Existe também um aparelho que promove a aproximação gradual das duas partes ósseas melhorando o resultado da cirurgia e a sua recuperação.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento de fendas palatinas e labiais são a Cirurgia e Traumatologia buco-maxilo-facial e a Ortodontia.
Pulpite, necrose pulpar, abscesso dento alveolar
A pulpite é a inflamação da polpa dentária, o tecido ricamente vascularizado e inervado que está situado no interior dos dentes.
A causa mais comum da pulpite é a cárie dentária extensa que fica próxima à polpa ou que atinge e contamina diretamente a mesma. Os acidentes com pancadas e fraturas nos dentes também podem causar pulpite e necrose da polpa. A polpa está confinada às estruturas mineralizadas e duras dos dentes e, portanto, não tem espaço para inchar, desta forma, quando se inflama gera uma pressão muito forte dentro do dente. Se a inflamação for tratada adequadamente e precocemente o dente poderá sofrer um dano reversível; no entanto, a inflamação intensa poderá causar a necrose da polpa.
Geralmente, o paciente com pulpite, sente dor com bebidas ou alimentos quentes ou frios, e ao mastigar. Para diagnosticar a pulpite existem os testes chamados testes de vitalidade pulpar. Normalmente feito com um estímulo frio, o dentista observa a reação do paciente quando estimula o dente afetado(aproxima ou encosta o material frio) e compara com dentes tidos sadios. A estimulação pode ser feita também com calor, corrente elétrica e ou pequenas pancadinhas. A dor pode durar alguns segundos, alguns minutos ou o dente pode não responder. Se a dor demora a passar ou o dente não responde, possivelmente está com uma pulpite irreversível ou está necrosado.
Se a pulpite for reversível a dor cessa quando a causa é retirada, por exemplo, se um dente cariado for restaurado. Se o dano da polpa for extenso e irreversível, ficará indicado o tratamento de canal (tratamento endodôntico). O tratamento endodôntico consiste na remoção do tecido pulpar necrosado e ou contaminado. O canal é limpo e preparado para receber a obturação que preenche o canal. Quando o dente necrosado e contaminado não recebe o tratamento adequado, pode ocorrer uma lesão periapical, uma bolinha que fica na pontinha da raiz do dente bem circunscrita, e que denota uma pequena destruição óssea localizada decorrente da “briga” das bactérias com as células de defesa do organismo. A lesão só é observada radiograficamente, quando aparece uma bolinha escura na ponta do dente. Esse tipo de lesão é crônica e denota que o organismo está conseguindo controlar a expansão da lesão, embora não tenha conseguido eliminá-la. O tratamento do canal removerá a maior parte das bactérias dando condições ao organismo para controlar as bactérias. Quando o tratamento de canal está satisfatório, a lesão vai diminuindo com o tempo e o osso vai ocupando novamente a região. Pode-se fazer esse controle por meio de radiografias tomadas de tempos em tempos.
Quando a infecção se torna aguda e o organismo incapaz de controlá-la acontece a formação de pus que pode drenar pela gengiva formando uma fístula, um caminho pelo osso e tecido mole para drenar a formação purulenta. A fístula se forma próxima ao ápice da raiz do dente envolvido. Quando o processo se torna mais grave ocorre o abscesso.
O abscesso periapical pode inicialmente ficar confinado às estruturas ósseas, e causa dor intensa sem qualquer inchaço visível. Ele avança através do osso até atingir os tecidos moles. Antes de formar o verdadeiro abscesso, a infecção torna os tecidos moles densos e duros. O paciente relata desconforto intenso, inflamação, inchaço e febre. O abscesso pode formar uma bolha amarelada, conhecida como ponto de flutuação que ao se romper forma uma fístula por onde o pus drena para o meio externo pela pele da face ou para o meio interno pela mucosa bucal. Quando o abscesso não drena espontaneamente o paciente deve procurar o dentista para realizar o procedimento. O dentista faz a higienização do local, anestesia, faz uma pequena incisão e sutura o dreno. O paciente devera ser acompanhado até a cicatrização da ferida.
O abscesso é grave e pode matar se localizado na mandíbula. O inchaço próximo ao pescoço pode obstruir as vias aéreas e matar por asfixia.
Para evitar pulpites e abscessos mantenha a higienização adequada sempre. Visite seu dentista regularmente, ele poderá diagnosticar e tratar as lesões muito antes de se tornarem doenças graves e perigosas.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da Pulpite, necrose pulpar e do abscesso dento alveolar é a Endodontia.
Traumatismo dentário
Nos casos de traumatismo dentário, quanto menor o tempo decorrido entre o acidente e o atendimento, maiores serão as chances de evitar danos mais complexos aos dentes e demais estruturas envolvidas. O atendimento deverá ser imediato com avaliação clínica e radiográfica.
Os traumas são mais comuns nas crianças em idade escolar. O número de avulsões (quando o dente sai completamente do osso) é maior que nos adultos devido à fragilidade do osso que envolve os dentes de leite. Crianças com dentes salientes também estão mais susceptíveis aos danos dentários.
Nos jovens e adultos, as causas principais são acidentes de trânsito, esportes e envolvimento em situações violentas. As lesões podem envolver fraturas ósseas, danos aos tecidos moles, lesões da face etc. Podemos encontrar sangramentos, edemas, lacerações de mucosas e tecidos gengivais, mobilidade dentária, trinca de esmalte, fratura da coroa em vários níveis com ou sem envolvimento da polpa, fratura da raiz vertical ou horizontal em vários níveis. Concussão, subluxação, luxação lateral, extrusiva ou intrusiva e avulsão ocorrem quando o impacto recebido é no sentido de remover o dente do osso.
Na trinca de esmalte não há perda de material, apenas uma linha no esmalte e, portanto, não será necessário tratamento imediato, mas um acompanhamento para ver se a polpa manteve sua normalidade.
Se ossos foram fraturados e os tecidos da face muito lesionados o dentista deverá reduzir as fraturas e conduzir à cirurgia buco-maxilo-facial, se necessário.
As lacerações serão limpas com anti-sépticos e realizadas suturas e/ou curativos. A fratura da coroa pode ser apenas em esmalte. Nesse caso, vai depender da extensão a opção por apenas “lixar” a região para suavizar ângulos vivos ou realizar a restauração cosmética. A restauração pode ser feita em resina composta direta. Hoje a técnica é capaz de produzir restaurações perfeitas e imperceptíveis ou ainda facetas em resina composta indireta ou porcelana que cobrem toda parte da frente dos dentes. Pode-se ainda fazer a colagem do fragmento, oferecendo também bons resultados, desde que o tempo não seja muito grande para que o fragmento não resseque, pois poderá mudar de cor. Pode ser necessário tratamento de canal nesses casos e provavelmente em fraturas maiores. Nos casos de fraturas grandes próximas à gengiva ou no nível da gengiva, será necessário fazer uma coroa total, se for possível utilizar a raiz remanescente. Se a fratura não for tão grande, pode-se fazer uma reconstrução em resina ao invés de uma coroa total.
A fratura vertical da raiz geralmente condena o seu aproveitamento para suporte de uma coroa total. E a fratura horizontal pode ou não condenar o dente dependendo do tamanho do remanescente. Lembrando que a raiz deve ter no mínimo o mesmo tamanho da coroa planejada. Se for mais curta fica contra-indicado seu uso.
A concussão ocorre quando o dente leva uma pancada frontal, e não há rompimento das fibras que seguram o dente no osso, nem sangramento gengival. O dente não apresenta mobilidade. Há normalmente dor durante a mastigação. Não necessita tratamento, somente acompanhamento durante 2 meses para confirmar se não houve dano pulpar.
Na subluxação as fibras gengivais que seguram o dente no osso são rompidas embora não haja deslocamento dos dentes. Há, portanto, sangramento gengival e um discreto aumento da mobilidade. Pode haver necessidade de contenção do dente (um fio ortodôntico com resina une o dente abalado aos dentes vizinhos) ou não para reduzir a mobilidade.
A luxação lateral ocorre quando há deslocamento do dente em sua posição no osso. Pode ser para frente e para trás e para os lados. O dente pode entrar no osso, luxação intrusiva. Ou sair ficar mais para fora, luxação extrusiva. Quando o dente sai completamente do osso é denominado avulsão. Nesses casos os danos são graves à polpa e às fibras do ligamento periodontal. O tratamento pode resultar em uma regeneração pulpar e periodontal até a morte da polpa por infecção, reabsorção da raiz e anquilose (quando o dente perde as fibras do ligamento periodontal e fica aderido direto ao osso causando algumas complicações). O tratamento consiste em reposicionamento do dente no seu alvéolo com fixação por meio de uma contenção. No caso de avulsão o dente deve ser armazenado em soro fisiológico ou saliva para tentativa de reimplantação. Tendo as melhores respostas nos primeiros 30 minutos, mas ainda é viável até 2 horas após a avulsão.
A prevenção é sempre o melhor remédio. A direção defensiva, uso do cinto de segurança e air bags podem prevenir ou minimizar os traumatismos. O uso de protetores bucais durante as práticas esportivas, capacetes para motociclistas e acompanhantes, cadeiras especiais para o transporte de crianças em veículos, também, são importantes.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento de traumatismos dentários são a Cirurgia e Traumatologia buco-maxilo-facial,a Periodontia, a Endodontia ,a Prótese dentária , a Dentística e a Ortodontia.
Dentes escurecidos ou amarelados
Alguns pacientes já nascem com dentes naturalmente mais amarelados ou manchados. Outros mancham os dentes ao longo da vida. A superfície dos dentes é permeável a algumas substâncias, como alimentos pigmentados e corantes. Bebidas como café, refrigerantes a base de cola, vinhos e sucos de uva podem manchar os dentes de acordo com a freqüência de consumo. O cigarro também pode tornar os dentes amarelados. Traumas, excesso de antibióticos e má formação do esmalte e dentina são outras explicações para manchas e dentes amarelados.
Para clarear dentes pode ser necessária apenas uma limpeza em consultório ou uso cremes dentais com ação clareadora. Mas algumas manchas necessitam uso de materiais clareadores específicos e outras são tão impregnadas na estrutura dental que somente uma faceta ou coroa poderá solucionar o problema.
Cada tipo de mancha pode requerer uma técnica de clareamento diferente.
O clareamento em dentes sadios que foram manchados por alimentos, cigarro ou por envelhecimento natural pode ser realizado em consultório ou em casa. No consultório, o dentista realiza a limpeza dos dentes, coloca um material protetor para as gengivas, aplica o gel clareador e aciona uma luz que potencializa o efeito do gel. Dura de 30minutos à 1 hora e pode ser necessária uma única sessão ou várias dependendo do grau de escurecimento ou da cor que se deseja alcançar. O clareamento caseiro é feito com auxílio de moldeiras confeccionadas para o paciente a partir da moldagem de sua própria arcada e que comporta o gel clareador. O paciente utiliza o gel na moldeira na quantidade determinada, durante algumas horas prescritas pelo dentista. O tratamento dura de alguns dias a algumas semanas e deve ser acompanhada pelo dentista.
Dentes que sofreram trauma ou dentes que escureceram após tratamento endodôntico podem escurecer em tons de marrom ou cinza. O sucesso do clareamento dependerá da intensidade do escurecimento. E a recidiva (volta do problema) após o tratamento é mais comum. O dente nessas condições costuma ser mais frágil, portanto o tratamento deve ser bem indicado. Pode-se fazer o mesmo processo do clareamento em consultório somente no dente afetado. Existe ainda uma técnica de clareamento interno que costuma ser mais eficaz nesses casos. O dente é aberto pelo dentista, e é inserido o material clareador e depois fechado por alguns dias e acompanhado; ele deve ser previamente preparado com o chamado tampão cervical para impedir a comunicação dos produtos de oxidação dos agentes clareadores com os seus tecidos de sustentação e proteção (ossos e gengiva).
Alguns tipos de manchas marrons ou acizentadas causadas pela má formação congênita, fluorose (excesso de ingestão de flúor na época da formação dos dentes) ou abuso da tetraciclina, podem não clarear ou não clarear uniformemente. Pode ser necessário um tratamento abrasivo para tentar eliminar manchas mais superficiais ou, em casos mais severos, para a confecção de facetas e coroas.
Alguns problemas contraindicam o procedimento, como doença periodontal, sensibilidade dentinária, raiz exposta e alergia ao produto. Se você estiver grávida ou amamentando é aconselhável aguardar o término do período. Mesmo que não tenha nenhum desses problemas pode ser que apresente sensibilidade dentinária que varia de leve a intensa. Mas pode ser controlada com o uso de flúor e materiais específicos, podendo até cessar espontaneamente. Converse com seu dentista. Pessoas que possuem muitas restaurações em resina e ou coroas não devem fazer o clareamento porque esses materiais não respondem ao tratamento e os dentes poderão ficar com cores diferentes. A não ser que se planeje trocar essas restaurações após o tratamento.
Os resultados geralmente se mantêm por cerca de 5 anos. Alguns estudos mostram que mesmo escurecendo, os dentes não voltam mais à cor original mantendo-se levemente mais brancos. Mas tudo isso vai depender da mudança de hábitos evitando alimentos que manchem os dentes e higienizando adequadamente.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento de dentes amarelados ou escurecidos são a Dentística e a Endodontia.
Perda ou ausência dentária
A odontologia e a medicina vêm mudando seus conceitos ao longo dos anos. A prática odontológica de extrações em massa vem sendo substituída pela prevenção. Hoje a abordagem mais conservadora nos tratamentos odontológicos, o incremento de flúor na água de abastecimento e o aumento significativo no acesso à informação, mudaram radicalmente esse quadro. Mas, pacientes que tiveram seus dentes extraídos nessa época, pacientes de determinadas regiões que ainda hoje não têm acesso a uma odontologia mais conservadora ou ainda populações carentes que têm seus dentes perdidos pela falta de informação, precisam de algum tipo de reabilitação que permita uma melhor qualidade de alimentação, fonação e estética.
A cárie e a doença periodontal são responsáveis pela maioria das perdas dentárias. Os acidentes também podem ser responsáveis por número menor de perdas. Portanto, a higienização adequada e o tratamento precoce dessas doenças, são capazes de evitar a grande maioria das necessidades de extrações dentárias.
Para pacientes que já perderam alguns de seus dentes ou quando for impossível recuperá-lo, existem hoje vários tratamentos reabilitadores disponíveis. Para perdas de um elemento, ou parte dele, existem as coroas, as pontes e os implantes.
As coroas podem ser parciais ou totais. As coroas totais são indicadas quando a coroa está totalmente destruída, mas ainda há possibilidade de utilizar as raízes como suporte. A raiz deve possuir comprimento suficiente, o canal deve ser tratado e obturado e então a ela receberá um pino e a coroa será cimentada sobre ele, ficando fixa. A coroa pode ainda substituir apenas uma parcela de um dente danificado tornando o dente mais resistente às forças sobre ele impostas. As coroas podem melhorar a estética e o contorno dos dentes e podem ser confeccionadas em vários tipos de materiais como ligas metálicas, porcelana pura, porcelana combinada ao metal,sendo que o metal confere resistência e durabilidade à peça e a porcelana dá estética, forma e cor naturais às coroas.
As pontes são indicadas quando há perda de um ou mais dentes e há possibilidade de se usar os vizinhos para apoiar os dentes que estão faltando. Os dentes vizinhos são desgastados e preparados para receber a prótese. Esses dentes são os chamados pilares e os dentes substituídos são chamados pônticos. Os pônticos são soldados na peça unidos aos dois vizinhos e ficam suspensos entre eles, como em uma ponte.
Quando mais dentes são perdidos uma opção é a prótese parcial removível que consegue substituir de maneira eficiente muitos dentes ao mesmo tempo. Esse tipo de prótese ,que pode ser removida,consiste de uma estrutura metálica com grampos que se apóiam nos dentes remanescentes, alguns locais podem ter uma porção acrílica que se apóia na gengiva e preenchem as falhas ósseas decorrentes das perdas dentárias. E as coroas propriamente ditas substituem os dentes ausentes conferindo estética, melhorando a fonética e a mastigação e impedindo a migração e extrusão (movimento de dentes superiores para baixo ou de dentes inferiores para cima) dos dentes adjacentes e antagônicos,respectivamente.
Quando todos os dentes são perdidos é necessário realizar uma prótese total que pode ser removível ou fixa sobre implantes, chamada protocolo. A prótese total convencional é geralmente confeccionada numa base de resina acrílica que imita a cor da gengiva do paciente e recebe os dentes que também são de resina . A base acrílica cobre a maior parte da gengiva e todo o palato duro (céu da boca) apoiando-se e fixando-se sobre eles. É importante que a boca tenha uma certa quantidade de osso e esteja com umedecimento normal para que a prótese tenha boa retenção.
A opção mais moderna é o implante. O implante é um cilindro metálico com tamanhos variados e que substitui a raiz do dente. É implantado cirurgicamente ao osso e permite então a colocação da coroa. Os implantes permitem a confecção de coroas unitárias, pontes e ate próteses totais com muito mais estabilidade e segurança. São facilmente colocados e evitam o desgaste de dentes saudáveis para colocação de pontes , permitindo a pacientes edentados recuperar sua mastigação de maneira muito mais eficiente e confortável que uma prótese total convencional ,e hoje ,com um custo já bem mais acessível. Para sua confecção é necessária uma certa quantidade de osso e gengivas saudáveis. Atenção! Quando a higienização está deficiente, os implantes podem ser perdidos da mesma forma que os dentes naturais, portanto faça higienização adequada e use o fio dental. Mantenha suas gengivas saudáveis.
As próteses são planejadas e moldadas pelo dentista direto na boca do paciente e enviadas ao laboratório para serem confeccionadas pelos protéticos. Você deve consultar o seu dentista pelo menos uma vez ao ano para realizar manutenção e detectar necessidade de substituição das peças. Em todos os tipos de próteses a higienização é imprescindível para manter íntegra a saúde dos dentes de suporte, da raiz remanescente ou mesmo do osso que suporta as próteses totais sob pena de ver sua peça cair, não encaixar mais e precisar ser substituída bem antes do esperado. Para higiene das próteses fixas, há escovas e passa fios especiais. Para as removíveis há soluções próprias para limpeza, lembrando que as próteses devem ser escovadas todos os dias.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento das perdas dentárias são a Prótese dentária e a Implantodontia.
Maloclusões
Dentes tortos e ossos em desarmonia podem causar vários problemas, tais como: tártaros, descalcificações, e conseqüentemente doença periodontal e cáries, que podem ocorrer devido à dificuldade de higienizar. Os dentes tornam-se mais predispostos a doenças e até a perdas precoces. As funções bucais como a fala, a deglutição e a mastigação também podem ser prejudicadas, de diversas formas, e até mesmo a articulação da mandíbula com o crânio (ATM) pode ter suas funções alteradas e desencadear dores, estalos e outros sintomas. A estética facial é outro ponto importante, pois o sorriso e o rosto podem ficar bastante prejudicados e até influenciar negativamente na autoestima. Além disso, dentes mal posicionados dificultam a confecção de próteses e podem gerar mau hálito decorrente da dificuldade de higienização e conseqüente acúmulo de bactérias.
Algumas alterações ósseas e dentárias específicas podem levar o paciente a procurar o tratamento ortodôntico. Tais como: apinhamentos (dentes muito juntos e encavalados) ou diastemas (espaços entre os dentes) que ocorrem quando os dentes possuem tamanhos desproporcionais às bases ósseas que ocupam; inclinações ou extrusões dentárias (movimento de dentes superiores para baixo ou de dentes inferiores para cima) que podem ocorrer devido a perdas dos dentes vizinhos; dentes superiores ou inferiores projetados muito à frente alterando o perfil facial; mordidas profundas que ocorrem quando os dentes superiores cobrem totalmente ou quase totalmente os dentes inferiores; mordidas cruzadas que ocorrem quando os dentes superiores se posicionam por trás dos inferiores ao invés de um pouco à frente como a tampa de uma caixa de sapato; mordidas abertas que ocorrem quando os dentes anteriores não se tocam dificultando cortar os alimentos; dentre outros.
A necessidade e o tipo de aparelho ideal para a correção dos dentes depende de uma avaliação criteriosa do dentista.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento das maloclusões são a Ortodontia e a Ortopedia facial.
Dor orofacial
A dor orofacial pode acometer tecidos da cabeça, da face, do pescoço e da cavidade oral, dentes e a articulação temporomandibular. Podem estar presentes dores de cabeça, dores musculoesqueléticas, dores originadas no sistema nervoso, dores psicogênicas e doenças graves. A disfunção temporo-mandibular pode estar associada muitas vezes. Normalmente vêm em ciclos de dor alternados com períodos de remissão.
Devido ao acometimento de muitos tecidos e diferentes partes do corpo, o diagnóstico muitas vezes pode ser difícil. O dentista deve fazer uma consulta longa pesquisando sobre a historia medica e dentária. A intensidade e o tipo da dor devem ser bem detalhados, porque cada tipo de dor pode estar relacionado a um problema diferente e pode direcionar o tratamento proposto. São realizados exames radiográficos e complementares para ajudar no diagnóstico, além de palpações na face e na mandíbula. Muitas vezes a dor irradia para outras regiões dificultando o diagnóstico. Uma neuralgia do trigêmio (principal nervo sensitivo e motor da cabeça), por exemplo, pode causar dores fortes nos dentes e levar o dentista a tratar o canal de todos os dentes da região ou extraí-los sem que a dor seja extinguida. Por isso, quando a dor de dente estiver presente, o teste de vitalidade é imperativo.
Quando o diagnóstico é feito o tratamento deve ser realizado por uma equipe médica constituída por dentistas, médicos, psicólogos e fisioterapeutas que utilizam medicamentos específicos e técnicas de relaxamento e alívio do estresse a fim de solucionar a dor.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o diagnóstico e tratamento da dor orofacial é a Disfunção Têmporomandibular e Dor Orofacial.
Disfunção da ATM (articulação temporomandibular) e dor orofacial
A ATM é a articulação que permite a movimentação da mandíbula em relação ao crânio para frente e para trás e para os lados. O acometimento da articulação têmporo-mandibular que se manifesta principalmente com dor na região e que pode irradiar para cabeça, pescoço, braços e costas é conhecido como DTM – distúrbio temporomandibular dentre outras denominações. Estalos ou crepitações, dificuldades de abrir ou fechar a boca, travamento da mandíbula, zumbidos, dor na região do ouvido e dores de cabeça também são freqüentes. Outros músculos também podem entrar em desequilíbrio, como por exemplo, os do pescoço causando torcicolos, e os braços podem ficar doloridos. Alguns pacientes relatam também dores nos olhos, tonturas, fotofobia e náuseas. Devido à grande variedade de sinais e sintomas e às diversas partes do corpo que estão envolvidas, o paciente acaba procurando diferentes especialistas da área médica e muitas vezes fica frustrado pelos tratamentos longos e mal-sucedidos. Seu dentista pode ajudar a diagnosticar o problema por meio da avaliação do seu histórico médico e dentário.
A doença geralmente se apresenta em caráter cíclico, isto é, há períodos de crise e períodos de remissão. As causas do problema ainda não são perfeitamente relacionadas. Como nas outras articulações do corpo humano, a ATM possui um disco que fica interposto entre os ossos da mandíbula e do crânio, protegendo-os do atrito direto e do desgaste. Se por algum motivo esse disco se deslocar, pode desencadear a sintomatologia ou não. O estresse diário parece ter grande influência sobre a doença. Estiramento dos ligamentos da região, má oclusão e hipermobilidade da articulação também podem desencadear o problema. O bruxismo pode estar associado e piorar muito o quadro, sobrecarregando ainda mais os músculos envolvidos. Alguns outros hábitos podem afetar a articulação da mesma maneira: roer unhas ou cutículas; mastigar mais de um lado que de outro; chupar o dedo ou interpor objetos e comer freqüentemente alimentos duros; apoiar a mão no queixo durante o dia ou enquanto dorme; acidentes com envolvimento do queixo ou da face.
Seu dentista pode confeccionar uma placa que auxilia no alívio da crise dolorosa e relaxa a musculatura facial. Alguma medicação também poderá ser necessária. Ajuste oclusal, tratamento ortodôntico e troca de próteses desgastadas ou mal adaptadas também podem ajudar em alguns casos específicos detectados pelo dentista. A cura pode ser bastante difícil, o que se faz é aliviar os sintomas até que o paciente saia da crise. Reduzir ocasiões de estresse é muito importante. Técnicas de relaxamento, psicoterapia, prática de esportes podem ajudar. Evitar apoiar o queixo sobre as mãos ou dormir sobre elas também são uma boa pedida.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da Disfunção da ATM (articulação temporomandibular) e dor orofacial é a Disfunção Têmporomandibular e Dor Orofacial.
Apertamento dos dentes e bruxismo
O bruxismo é uma parafunção oral de causa multifatorial. Consiste no hábito de apertar e ranger os dentes. Os pacientes relatam sentir durante o dia ou ao acordar, sensação de cansaço, dor nos músculos da face e pescoço ou dor de cabeça. A causa está quase sempre associada ao estresse emocional e pode ocorrer em qualquer faixa etária. Má oclusão, disfunção da articulação mandibular e perdas dentárias também estão associadas ao aparecimento da parafunção.
O apertamento geralmente ocorre durante o dia, e o paciente somente se dá conta do problema quando impelido a observar sua ocorrência. O hábito de ranger os dentes ocorre normalmente durante o sono, de maneira inconsciente, e exerce uma força muito maior sobre eles.
Além dos sintomas já citados, o bruxismo pode também causar desgaste dos dentes em vários graus e até sua destruição total; destruição do suporte ósseo devido aos traumas constantes, levando à mobilidade ou até perda dos dentes e distúrbios da articulação mandibular, como estalidos, restrição na capacidade de abrir a boca, dores etc.
Diagnosticado o problema será necessário reconhecer suas causas. O dentista pode confeccionar uma placa para dormir protegendo os dentes do atrito, já que é durante o sono que eles recebem as cargas mais deletérias. Os dentes podem ainda necessitar algum grau de reconstrução que pode ser feita por resinas, facetas ou próteses dentárias.
Pode ser necessário um ajuste oclusal com desgastes seletivos dos dentes. Em alguns casos o uso de aparelhos ortodônticos pode ajudar. Mas como o problema na maioria das vezes tem um fundo psicológico, é muito importante que sejam detectadas as causas do estresse e tentar diminuí-lo. Prática regular de exercícios como ioga, alongamento, caminhada, natação ou qualquer outro esporte pode ajudar a aliviar o estresse do dia-a-dia. Um banho e uma música relaxante também podem ajudar. Casos de muita ansiedade e depressão podem ser acompanhados por um profissional especialista e medicados caso haja necessidade.
Áreas odontológicas relacionadas
As especialidades odontológicas mais indicadas para o tratamento do bruxismo e do apertamento dos dentes são a Disfunção Temporomandibular e Dor-Orofacial, a Prótese dentária , a Ortodontia e a Ortopedia facial.
Hipossalivação, boca seca ou xerostomia
Consiste na diminuição da produção de saliva ou nenhuma saliva na boca. Pode ser uma condição transitória causada pelo uso de alguns medicamentos, porém outras causas são respiração bucal, poeira, profissão que exija falar muito ou estresse. Se o problema for persistente, pode indicar a existência de algum outro problema.
Muitos medicamentos podem provocar a diminuição da salivação, como antialérgicos, descongestionantes, analgésicos, anti-hipertensivos e principalmente antidepressivos e diuréticos.
Pode ser efeito colateral de condições sistêmicas mais sérias que acometem as glândulas salivares como Síndrome de Sjögren, artrite reumatóide, HIV/AIDS, diabetes, doença de Hodgkins etc.
A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune. O sistema imunológico do paciente ataca suas próprias glândulas produtoras de lágrimas e saliva. A doença causa secura nos olhos e na boca podendo também provocar secura de pele, nariz e vagina e afetar outras partes do corpo, como os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações podem também estar presentes. Nove entre dez pessoas com Síndrome de Sjögren são mulheres. A causa específica não é conhecida, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre eles os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações.
Na radioterapia as glândulas salivares podem sofrer alterações morfofisiológicas com conseqüente diminuição do fluxo salivar. Dependendo das glândulas salivares afetadas pela radiação, o fluxo salivar pode diminuir em até 90%. O dano pode ser permanente ou transitório.
Na quimioterapia drogas utilizadas no tratamento contra o câncer podem tornar a saliva mais espessa ou diminuir bastante a salivação.
Durante a menopausa alterações dos níveis hormonais afetam alguns sistemas de órgãos e podem influenciar tecidos orais incluindo a mucosa oral e glândulas salivares. Uma mudança estrutural nas glândulas salivares pode ocorrer durante o envelhecimento. Com a idade, observa-se uma perda constante de células produtoras de saliva que são substituídas por gordura ou tecido conjuntivo.
Muitos fumantes apresentam boca seca.
A diminuição da salivação causa sensação de queimação dolorosa na boca, dificuldade de mastigar, formar o bolo alimentar e deglutir alimentos. Como a saliva inicia a digestão de alguns alimentos, esta poderá ficar prejudicada. Dificuldade em falar, diminuição do paladar e aumento do consumo de líquidos também podem ocorrer. A saliva também ajuda a proteger os dentes contra cáries e prevenir infecções pelo controle da população de bactérias e fungos na boca. Sem a proteção da saliva pode ocorrer doença gengival, mau hálito (devido ao aumento do número de bactérias, efeito de limpeza reduzido), lábios rachados e candidose bucal. Fica favorecido o aparecimento de lesões na mucosa. Podem ocorrer ulcerações acompanhadas de intensa sintomatologia dolorosa e sensação de ardor. A pequena quantidade de saliva pode ainda alterar a fixação de próteses.
O tratamento pode melhorar a boca seca. Os resultados dos tratamentos podem variar de regular até a normalidade de fluxo salivar. Entretanto, em alguns pacientes, o fluxo salivar permanece inalterado.
Beber pelo menos 2 litros de água por dia ajuda a manter a hidratação do meio bucal. Mascar chicletes também ajuda a aumentar o fluxo salivar (dê preferência aos sem açúcar). Evitar fumo e bebidas alcoólicas, além de enxaguantes bucais com álcool. Evitar bebidas com cafeína. Uso de saliva artificial também pode amenizar o problema.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da boca seca ou hiposalivação é a Patologia.
Mau hálito ou halitose
O mau hálito é o odor desagradável proveniente da cavidade oral pela fala ou respiração. Grande parte das pessoas tem ou já teve mau hálito.
Uma das causas básicas do mau hálito ou halitose está relacionada à alimentação. Quando ingerimos alho ou cebola, por exemplo, o seu odor permanece por bastante tempo em nosso hálito, expelimos o mau cheiro pelos pulmões. A higienização inadequada faz com que uma enorme quantidade de bactérias colonize e fermente restos de alimentos produzindo substâncias mal cheirosas. Gengivite ou periodontite implicam em grande quantidade de bactérias e em alguns casos em tecidos necrosados que, assim como outras patologias da cavidade, podem estar associadas ao aparecimento de mau hálito. Fumo e bebidas alcoólicas,também.Outra causa é a boca seca, que é a salivação em pequena quantidade;pois a saliva lava a boca reduzindo a quantidade de bactérias; além disso, possui substâncias que controlam a população bacteriana. Algumas doenças sistêmicas como diabetes, por exemplo, podem causar mau hálito em condições especificas.
Quando ficamos muito tempo sem comer ou ao acordar o mau hálito geralmente estará presente.
Escovar os dentes após cada refeição é uma boa dica para se evitar o mau hálito, mas, dependendo do tipo de alimento, não adiantará escovar os dentes; será necessário esperar o tempo normal de eliminação do alimento do organismo. Não se esqueça de escovar também a língua. Use o fio dental. Bochechos e chicletes (dê preferência aos sem adição de açúcar) podem amenizar o problema. Mantenha as gengivas e os dentes saudáveis. Procure um dentista.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da halitose é a Periodontia.
Sensibilidade dentinária
A dentina é o tecido mineralizado que forma o corpo do dente. Normalmente está recoberta pelo esmalte na coroa e pelo cemento na porção radicular. Dessa forma não está disponível à estimulação direta.
Quando essa proteção é removida, por cárie ou desgaste, a dentina fica exposta e propensa a respostas dolorosas resultado da comunicação do tecido pulpar com a cavidade oral através dos canalículos dentinários. O mesmo pode ocorrer se as raízes forem expostas por retração gengival ou perda de material dentário. Chamamos dentina hipersensível, quando de fato ela se apresenta com muita sensibilidade.
Essa proteção pode ser removida por escovação vigorosa com escova dura associada à técnica inadequada, ou com o uso constante de creme dental muito abrasivo. Retração gengival. Cárie na coroa ou na raiz. Consumo de alimentos muito ácidos ou refluxo gástrico constante. Desgaste dos dentes por má oclusão, hábito de ranger os dentes, interpor ou morder objetos duros também podem danificar o esmalte ou cemento. O clareamento dental também pode causar sensibilidade.
Os dentes poderão responder com dor a partir de vários tipos de estímulos, por exemplo, alimentos ou líquidos quentes ou frios, doces ou ácidos. Até a escovação poderá causar sensação dolorosa. Muitos pacientes sofrem de hipersensibilidade dentinária após cirurgia periodontal ou remoção de cálculos, isso ocorre porque o cemento que recobre a raiz é ligeiramente removido resultando na exposição dos canalículos dentinários aos estímulos. Esse tipo de hipersensibilidade tende a diminuir com o tempo, provavelmente pelo mecanismo de defesa que o dente tem de produzir mais dentina para afastar a polpa dentária das agressões.
Para evitar o aparecimento de sensibilidade dentinária, devemos manter as barreiras protetoras dos dentes intactas. Escovando bem os dentes, utilizando a técnica adequada e com força controlada. Isso manterá o esmalte livre das cáries e a gengiva saudável. Evitar consumo de bebidas e alimentos muito ácidos constantemente. Procure um médico caso sofra de refluxo e vômitos freqüentes. Procure um ortodontista se a sua oclusão estiver comprometida, a sobrecarga em alguns dentes poderá levar a perda de material dentário excessiva. Alguns cremes dentais poderão auxiliar no alívio do problema. A aplicação de flúor também pode ajudar bastante. Restaurações e aplicações de selante também podem ser recomendáveis, consulte seu dentista. Alguns estudos mostraram a efetividade da terapia a “laser” no selamento dentinário, com conseqüente obliteração dos canalículos dentinários e redução da sensibilidade.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da sensibilidade dentinária é a Periodontia e a Dentística.
Periodontite
A periodontite é um processo infamatório que destrói as estruturas que protegem e sustentam os dentes, como a gengiva, o osso e os ligamentos de suporte podendo, causar assim, mobilidade e até a perda dos dentes. Esse processo é causado principalmente pela placa bacteriana que, se não removida, mineraliza-se, formando o tártaro ou cálculo dental. Este, por sua vez, torna a superfície dentária mais rugosa, propensa a mais acúmulo de placa e mais difícil de higienizar.
Alguns de seus sintomas são: sangramento gengival; sensibilidade gengival; mobilidade dentária em diferentes graus; alteração do contorno da gengiva devido ao inchaço e hiperplasia; alteração na cor da gengiva; recessões e retrações gengivais; gosto ruim ou mau hálito; presença de cálculos ou tártaros; e aumento no espaço entre a gengiva e o dente que são as chamadas bolsas periodontais, causadas pela destruição óssea. A doença periodontal pode apresentar vários estágios e várias classificações. As formas mais graves podem causar abscesso que se caracteriza por edema local, vermelhidão, dor e acúmulo de pus, podendo também estar associada a um problema no canal do dente.
Para evitar que a doença se instale, faça corretamente a escovação, use o fio dental, e faça um acompanhamento com seu dentista. O tratamento consiste na remoção mecânica do tártaro, em alguns casos, controle com antibióticos e, em outros, até cirurgia para remoção de cálculo subgengival e recontorno da gengiva. Pergunte ao seu dentista qual a periodicidade de acompanhamento você necessita. A manutenção do tratamento é muito importante para evitar recidiva da doença. Lembre-se de que a prevenção é muito importante. Uma vez destruídos os tecidos periodontais, sua recuperação é muito pequena ou inexistente, devendo-se paralisar o processo apenas para evitar mais perdas. Portanto, prevenção sempre.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da periodontite é a Periodontia.
Gengivite
A gengivite é a inflamação da gengiva, geralmente reversível e causada por acúmulo de placa bacteriana. Uma gengiva saudável não sangra com facilidade e possui, geralmente, um contorno parabólico e cor rosada com presença de vários furinhos como os de uma casca de laranja.
Quando a gengivite está instalada a gengiva se apresenta inchada, com contornos mal definidos, vermelhidão, sensibilidade, sangramento com facilidade, além do mau hálito que pode estar presente.
A irritação gengival causada pelo acúmulo de placa varia de indivíduo para indivíduo e depende também de alguns fatores predisponentes,tais como:
- Diabetes;
- Próteses e restaurações mal adaptadas;
- Cigarro;
- Carência de vitamina C;
-Algumas medicações que provocam a hiperplasia gengival;
-Hormônios relacionados à gravidez, puberdade e menopausa;
- Leucemia.
Pode ser ainda causada por bactérias específicas causadoras de outras doenças, vírus, fungos, além de outras causas mais raras.
Mesmo com algumas dessas complicações é possível manter uma gengiva saudável desde que a higienização seja bem controlada, observando-se com cuidado a linha da gengiva com o dente, onde costuma haver grande acúmulo de placa e é mais difícil de limpar. Uma limpeza profissional mais freqüente pode ser necessária nos casos de pessoas com higiene bucal escassa, com estados de saúde propensos à gengivite ou que, simplesmente, tenham tendência para formar placa bacteriana.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento da gengivite é a Periodontia.
Placa bacteriana ou biofilme, e tártaro ou cálculo
A placa bacteriana é uma película aderente e transparente esbranquiçada ou amarelada constituída por bactérias, restos alimentares e restos epiteliais, que se formam constantemente sobre dentes e gengivas. É a principal causadora da cárie e doença periodontal.
Inicialmente a película apresenta uma consistência mole, mas, se não for removida nessa fase, haverá deposição de minerais tornando-a mais dura. Quando isso acontece a placa passa a ser chamada de tártaro ou cálculo dental, que só poderá ser removido com auxílio profissional e materiais específicos. Sem falar que o acúmulo de tártaro torna a superfície do dente mais rugosa e conseqüentemente mais propensa à adesão de nova placa e, assim sucessivamente, causando mais lesões aos dentes. As bactérias habitantes da placa produzem um ácido que desmineraliza a superfície dental causando as cáries. E também pode irritar a gengiva causando inflamação, inchaço e sangramento o que chamamos de gengivite e/ou hiperplasia gengival.
O tártaro pode se formar acima da gengiva, sendo chamado de supragengival ou abaixo dela, sendo chamado de subgengival que é mais difícil de remover. O tártaro constitui também um problema estético, pois forma uma superfície rugosa que se mancha com facilidade, devido à coloração dos alimentos, tornando-se amarelado, acinzentado ou até mesmo amarronzado.
Como a placa está sempre se formando ou em processo de formação, tão logo você termine de escovar os dentes, deve evitar seu acúmulo (o ácido proveniente da placa desmineraliza os dentes e irrita as gengivas). Para evitar o acúmulo de placa bacteriana devemos escovar bem os dentes mais freqüentemente (mínimo de três vezes ao dia) e usar corretamente o fio dental (todos os dias). Lembre-se de que quando o tártaro se forma, somente o dentista terá o instrumental e a técnica, denominada raspagem, capazes de removê-lo, o que acarreta custos que seriam evitáveis se a prevenção for bem realizada. Visite seu dentista regularmente para fazer limpeza e remoção de tártaro.
Áreas odontológicas relacionadas
A especialidade odontológica mais indicada para o tratamento (remoção) de tártaros é a periodontia.
Cárie
A cárie dental é a desmineralização dos tecidos dentais causada por ácidos produzidos pela fermentação bacteriana dos carboidratos da dieta. A diminuição do pH causa dissolução do esmalte que inicialmente apresenta-se como uma mancha branca, progredindo para cavitação com sensibilidade e/ou dor, e posteriormente contaminação do interior do dente, podendo levar à inflamação e necrose da polpa (região mais interna da estrutura dentária que contém células, vasos sanguíneos e nervos responsáveis pela vitalidade do dente) e até abscessos ( inchaço e acúmulo de pus).
Como é causada por bactérias, trata-se de uma doença transmissível e infecciosa. A dieta, a freqüência e a técnica de higienização e fatores hormonais, também podem influenciar o risco de cárie. A hereditariedade parece também exercer alguma influência. Observações clínicas demonstram que algumas pessoas podem ser mais ou menos resistentes à carie dental.
É importante que se faça o diagnóstico e tratamento da cárie dentária precocemente, pois, quanto mais tempo demorarmos para descobrir as lesões, maiores serão as complicações, diminuindo a resistência do dente, exigindo para seu tratamento restaurações mais extensas, mais caras e mais complexas e, até mesmo, o tratamento do ¨canal¨ do dente. Acrescentam-se, ainda, conseqüências para o tecido de sustentação dos dentes, para a oclusão (contato e ¨encaixe¨dos dentes e maxilares em todas as posições e movimentos da boca), e para a articulação temporo-mandibular(ATM), além das implicações para o organismo em geral.
As lesões iniciais de cárie, as manchas brancas, quando diagnosticadas precocemente, permitem o tratamento por meio da remineralização do esmlate atacado. A lesão poderá ser paralisada ou até regredir, desde que empregados métodos preventivos adequados, eliminando necessidade do uso de brocas e procedimentos restauradores.
Algumas crianças apresentam a região mastigatória dos dentes com fissuras de anatomia profunda, o que dificulta a escovação e predispõe às cáries. Pode-se evitar o problema realizando aplicação de selantes, sendo necessária uma conversa com o seu dentista.
Somente seu dentista poderá fazer o diagnóstico correto da doença cárie. As lesões iniciais de cárie são mais difíceis de detectar, uma vez que grande parte das lesões ocorre na região entre os dentes, tornando muito complicada sua visualização direta. O dentista pode tentar separar os dentes com materiais apropriados para tentar visualizá-las. A lesão pode ainda se expandir por dentro do dente mantendo sua superfície intacta, a chamada cárie oculta. Assim, somente quando a lesão estiver suficientemente grande, a parede que a recobre desabará, expondo uma cavitação já grande onde não parecia haver lesão. O dentista possui instrumentais e iluminação adequados para fazer o diagnóstico. Pode ainda utilizar as radiografias para detectar e tirar dúvidas quanto à presença de lesão ou não.
O tratamento da cárie
O tratamento da cárie consiste na remoção mecânica (com broca e/ou cureta) do tecido amolecido e contaminado, preparo da cavidade (denominado preparo cavitário) para receber corretamente a restauração que consiste no preenchimento da cavidade com materiais forradores para proteção e materiais que conferem anatomia normal do dente.
A prevenção da cárie
Escove corretamente os dentes, massageando as gengivas, usando pastas dentais com flúor após as refeições. Use o fio dental após as refeições e principalmente antes de dormir. O fio dental remove os restos de comida e a placa bacteriana onde a escova não chega. Evite o consumo freqüente de bebidas ou alimentos açucarados, principalmente aqueles que agridem os dentes, como os refrigerantes; e se o consumo excessivo de açúcar não pode ser evitado, procure fazê-lo logo após as refeições, escovando os dentes de imediato. Evite também fazer muitos lanches entre as refeições; se não for possível, realize a higienização logo após. Visite seu dentista regularmente, somente ele poderá diagnosticar com precisão se você apresenta lesão de cárie e indicar o tratamento mais adequado. Algumas lesões só poderão ser detectadas com auxílio de exames radiográficos e separações dentais.
Áreas odontológicas relacionadas
A Dentística é a especialidade mais indicada se já existirem cavitações com necessidade de restauração. Já a Endodontia será indicada se houver comprometimento pulpar e a Prótese dentária se houver destruição severa do tecido dental ou mesmo a perda do elemento dentário.








